Enoturismo na serra gaúcha: romântico e etílico!

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A Serra Gaúcha revela muitas surpresas para quem a visita em qualquer época do ano – dei sorte e, mesmo tendo ido no verão, encontrei um clima fresco e agradável para fazer enoturismo! Paisagens deslumbrantes, cidades bucólicas, romantismo e muito, muito vinho, estão no pacote. Confere no post!

Quando a gente pensa em serra gaúcha, claro que dois locais vêm à cabeça de imediato: Gramado e Bento Gonçalves! Sim, passei por Gramado (foi minha segunda visita à cidade), mas o foco do post é falar de vinícolas menos conhecidas – mas que também rendem experiências bem interessantes.

Enoturismo na Serra Gaúcha

O clima temperado do sul do Brasil, somado à proximidade geográfica com o terroir do Uruguai, fazem do Rio Grande do Sul o local mais profícuo (oi?) para a produção brasileira de vinhos. Outros estados que também produzem: Santa Catarina, São Paulo, Sul de Minas Gerais e Bahia, na região do Vale do São Francisco.

Voltando à Serra Gaúcha, existe o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, que divide fama com a vizinha Garibaldi; a região de Altos Montes, representada pelas cidades de Flores da Cunha e Nova Pádua; o Vale Trentino, em Farroupilha. Ainda fazem parte do eixo e produção do RS as regiões de Campanha, Serra do Sudeste e Campos de Cima (fonte: Academia do Vinho)

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O enoturismo –  turismo voltado aos apreciadores de vinho –  tem crescido tanto quanto a popularização da bebida, e se antes havia certo “preconceito” com o vinho no Brasil, o que se vê é uma explosão de novos estabelecimentos, cursos, clubes de associados e várias lojas virtuais.

Além disso, as belas paisagens das vinícolas, somadas à curiosidade do processo de fabricação, os mimos das lojinhas, as tradições culturais dos produtores (em sua maioria de origem italiana) e experiências gastronômicas agregadas ao consumo de vinho têm feito a cabeça de muita gente – como a minha!

Passear pelas vinícolas abertas à visitação e degustar vinhos de diversos matizes em meio a um cenário romântico podem ser diversão garantida para casais e famílias, principalmente.

Vinícolas pelas quais passamos

4A estrela do nosso passeio foi, sem dúvida, a vinícola Luiz Argenta, na cidade de Flores da Cunha, tida como uma das mais bonitas do mundo. Sim, do mundo! Não tenho propriedade para falar, mas com base nas minhas próprias experiências (lembram do post sobre o Chile?), o título faz muito sentido.

 A visitação é paga (R$30,00 por pessoa, duração aproximada de 1h30), sempre acompanhada de um sommelier da vinícola (gostamos muito do atendimento prestado pelo simpático William). Ainda tem um plus, que aproveitamos parcialmente: é possível realizar um piquenique nos vinhedos, com a visitação incluída, ao custo de R$120,00 por pessoa. Em ambos os casos, a pessoa ainda leva uma taça personalizada de brinde. Mais uma para minha coleção, ueba! O problema, no nosso caso, foi um só: uma maldita chuva que estragou a experiência ao ar livre. Acabaram nos acomodando na sala VIP.

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Mas conhecer a Luiz Argenta foi super legal, de todo modo: desde informações sobre a história da propriedade à produção dos vinhos, passando pelas garrafas com design italiano… e a cave. Com vinhos personalizados (cada barril de carvalho com o nome de seu dono!) de grandes empresários e personalidades. Um dia mando fazer o meu carmenére, rs. Outra coisa super interessante é a climatização interna: a vinha foi construída sobre uma enorme rocha de basalto, que garante frescor e umidade adequados para a maturação do vinho, sem qualquer necessidade de climatização artificial! #muchaonda

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Luiz Argenta: Visitação com degustação nos seguintes horários:
Segunda à Domingo: 10h –  13h30 – 15h e 16h

Todos os dias aberto de 9h30 às 12h e das 13h10  às 18h
Av. 25 de Julho, n° 400 – Flores da Cunha – RS – Brasil – CEP 95270-000
Fone: 54 3292 4477
E-mail: luizargenta@luizargenta.com.br

No caminho, também passamos pela Casa Perini; esta um pouco antes, em Farroupilha. É necessário sair da estrada principal em direção ao Vale Trentino, onde ela e outras vinícolas estão situadas. O forte dessa vinícola são os espumantes, e claro que eu garanti uma garrafinha pra mim. Visitações, somente mediante agendamento. Telefone: (54) 2109-7300.

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Dica importante: Nunca visite vinícolas ou lojinhas na hora do almoço, elas ficam fechadas! Aproveitamos para, literalmente, subir a serra e conhecer o Mirante Gelain e a Cascata Bordin, uma vista fantástica da Serra Gaúcha. Confere aí:

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Depois de muito degustar, fiquei muito chapada cansada e fizemos uma pausa. O dia seguinte reservaria outras surpresas…

As outras vinícolas que visitamos foram: Boscato (não se paga para visitar, mas visite se realmente tiver a intenção de compra…) e a Fabian, uma agradável surpresa! Familiar, esta vinícola produz em apenas nove hectares de terra, rendendo vinhos e espumantes agradáveis – e com ótimos preços. Saí de lá bem contente depois de umas três tacinhas e uma garrafa de brut, método champenoise embaixo do braço.

Uma noção dos preçis
Uma noção dos preços
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Na Fabian, bons espumantes!

Boscato – Vínicola Nova Pádua
VRS 314 – Km 12,5 – Nova Pádua – RS –
Visitação: segunda a sexta-feira – 08h30 às 11h | 13h30 às 17h.
Fone: (54) 3296. 1377 | boscato@boscato.com.br

Fabian – Visitação com degustação:
Segundas às sextas das 8h ás 11h30 e das 13h45 às 18h.
Sábados e feriados 09h30 às 11h45.
Rodovia VRS 314 – Travessão Paredes, s/n° – Nova Pádua – RS – Brasil
Fone: 54 3296 1399
E-mail: fabian@vinhosfabian.com.br

Lojinha da Fabian
Lojinha da Fabian

Adendo: procure sempre saber o método de fabricação dos espumantes que deseja comprar. Há dois: o champenoise, mais elaborado e artesanal, no qual as bolhas (ou perlage, que você é chique) surgem da segunda fermentação do vinho na própria garrafa; e o charmat, mais rápido e moderno (e consequentemente, com menor custo de produção). Diz-se que os vinhos feitos a partir do primeiro método são de melhor qualidade, e mesmo as modernas vinhas francesas da região de Champagne, onde a bebida (e claro, o jeito de fazer) foi criada, continuam a produzir dessa maneira. Como eu prefiro uma bebida com mais qualidade, acabo investindo um pouco mais.

Além de muito vinho, claro, na serra gaúcha tem eventos sazonais ao longo do ano, estimulando o enoturismo, as vendas de produto e também para celebrar as tradições. Uma forma de ficar por dentro antes de viajar é visitando os sites oficiais das cidades, que sempre mostram os eventos agendados. Ou conferindo as dicas do Tripadvisor! Já teve festival de queijo e até de foodtruck, só para exemplificar!

Natal Luz em Gramado: Um clássico da Serra
Natal Luz em Gramado: Um clássico da Serra

Enoturismo e etiqueta

 Não custa nada lembrar umas regrinhas de ouro quando o assunto é enoturismo, certo?

  • Bebida e direção não combinam. Nada de dirigir (principalmente na serra) após uma degustação…sempre que possível, vá de táxi, de excursão, etc.;
  • Seja pontual ao agendar uma visita. As pessoas se preparam para recebê-lo;
  • Seja esperto e agende sua visita, mesmo quando não se exige. É uma forma de verificar se o local realmente está funcionando e evitar um contratempo qualquer (em feriados, algumas vinícolas fecham ou funcionam em horários especiais de atendimento);
  • Você não é obrigado a comprar, mas considere o ato de compra. Pular de vinha em vinha para beber de graça é muito feio!
  • Degustar vinho é uma coisa, beber uma garrafa (comprada) é outra e se embriagar é outra ainda! Não peça para repetir uma bebida já experimentada; tampouco se sinta obrigado a beber todo o líquido disposto para você;
  • Uma degustação séria envolve a limpeza da taça e da boca a cada mudança de vinho, sempre com água – que pode ser engolida ou cuspida, havendo local para isso;
  • Use roupas confortáveis e calçado baixo para visitar uma vinícola. Às vezes se percorrem trechos acidentados, em que salto alto não é bem vindo. E uma vinícola é uma planta industrial, lembre disso;
  • Nunca, jamais, em hipótese alguma toque nas uvas. Chegar pertinho da videira para bater foto tudo bem, mas nada além disso; se o responsável pela visita permitir, ou mesmo remover um cacho para que as pessoas experimentem, aí é outra história;
  • Garrafas de vidro por todo lado não combinam com crianças correndo! Avalie levar crianças ou as instrua bastante sobre os cuidados e riscos ao percorrer vinícolas e lojas;
  • Seja atencioso às explicações. Faz parte do ritual;
  • Não tenha receio de perguntar, tirar todas as dúvidas no ato da compra ou durante uma visita guiada. As vinícolas sérias envolvem profissionais bastante preparados no atendimento.

E aí, curtiu? Já conheceu alguma vinícola? Eu gosto! E claro, se quiser desenvolver um pouco mais o assunto é só metralhar aqui na caixinha de comentários do DDE.

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