Europa com estilo – França, Alemanha e Luxemburgo!

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Não voltei de lá ontem, mas sou uma entusiasta pela Europa e tenho muitas informações, ainda frescas, de uma viagem que eu fiz com meu príncipe pela região chamada Saar-Lor-Lux: a tríplice fronteira entre França (Lorraine), Alemanha (Saarland) e o minúsculo país de Luxemburgo. O que tem? Paisagens bucólicas, povo hospitaleiro e vinho, muito vinho!

Essa região é muito especial para mim, porque foi nos arredores de Saarbrücken, capital do estado de Saarland, onde fiz intercâmbio durante quase um ano, lá pelos idos de 2006/7. Então voltar para lá foi esplêndido, ainda mais na companhia de meu noivo; aproveitei para rever lugares que eu amo e também conhecer coisas novas!

Colmar – território franco-alemão com agradáveis surpresas

Chegamos a nosso mini tour europeu através de Paris, mas ela seria a cereja do sundae no final de nossa viagem. Já na madrugada seguinte, partimos rumo a Colmar: uma das cidades mais importantes do tour de vin na região da Alsácia Lorena. Nosso trajeto foi feito de trem, passagens a 33 euros/pessoa, reservada aqui mesmo do Brasil pelo site da SNCF.

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O Museu Unterlinden, Maison de Têtes, o lindo conjunto arquitetônico, festivais de música e simplesmente o admirar das casinhas e praças floridas são algumas das atrações de Colmar. Outra coisa fortíssima na cidade (e que eu não tive oportunidade de ver)  é o marché noël, um dos mais bacanas da Europa. Tudo sobre Colmar você encontra aqui: http://www.ot-colmar.fr/. Detalhe: tem uma loja da Sephora! #asminapira

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Estourei as cores, mas é linda mesmo!

A região da Alsácia produz vinhos brancos de excepcional qualidade. Os da casta Riesling e Gewürtztraminer respondem pela maior parte da produção local, sendo o primeiro mais encorpado e nobre; e o segundo, mais suave e doce. Ambos divinos. Mas se produzem outros varietais com uvas pinot noir, pinot blanc…além dos ótimos vinhos de colheita tardia (por isso mesmo beeem doces), ideais para acompanhar sobremesas. Chique!

Colmar e arredores também concentram uma quantidade expressiva de restaurantes estrelados pelo polêmico Guia Michelin…nunca ouviu falar? A Michelin (a fabricante de pneus mesmo!) publica, desde o ano 1.900, um guia que é referência mundial em restaurantes. Existem várias classificações, sendo uma delas, por exemplo, a de bom custo-benefício; só que a mais importante de todas refere-se à quantidade de estrelas que um estabelecimento pode receber, o que significa que ele tem atributos especiais e se difere da maioria. Uma estrela é bacaníssimo, duas é maravilhoso e três…gkdhfouigasdyif putz aí é SENSACIONAL (e caro, muito caro)! Vale salientar que a avaliação é feita de forma anônima e o conjunto da obra é vistoriado: ambiente, atendimento, presteza e, claro, a comida – desde a apresentação do prato à qualidade dos ingredientes, enfim, nada passa despercebido aos olhos dos avaliadores da Michelin.

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Isso tudo para dizer que estive em um restaurante estrelado em Colmar! Escolhemos o elogiado JY’s (sigla do nome do chef Jean Yves Schillinger), portador de uma estrela no Guia Michelin. Pedimos um menu completo a 89 euros por cabeça. O vinho, nem lembro o preço. Enfim…larguei um rim por lá! Não funciona às segundas-feiras e, sem reserva, nem se dê ao trabalho de entrar. Ao final do nosso jantar, o chef foi muito simpático e conversou brevemente conosco. Detalhe: conhece o Brasil mais do que eu!

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Eguisheim, Riquewihr, Ribeauvillé – cada uma mais linda que a outra

As cidadezinhas que compõem o tour de vin reservam agradáveis surpresas aos visitantes: além de todo o patrimônio histórico com castelos, muralhas e outros elementos medievais, você encontra pontos para degustação e compra de vinho (claro), queijos artesanais para levar ou comer por lá mesmo, casinhas floridas (repetição intencional porque tem muitas, muitas flores) e restaurantes que refletem na comida o hibridismo franco-alemão do lugar, que foi palco de disputas territoriais entre os dois países até o fim da II Guerra Mundial. Todas elas têm Office du Tourisme, no qual se podem obter mapas, indicações de passeios e informações diversas. Não alugamos carro e fizemos os trajetos de ônibus mesmo – as cidades são conectadas umas às outras por um sistema de transporte razoável, é só ficar atento aos horários para aproveitar bem o passeio. Informações preciosas sobre essas e outras villes aqui.

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Na nossa partida rolou um pulo do gato: como estava mais caro o trajeto Colmar- Saarbrücken, reservamos os tickets de trem para a vizinha (e ainda francesa) Sarreguemines. As cidades são separadas por uma linha de bonde, que acabamos nem usando: desembarcamos em Saarbrücken mesmo (malandros), onde estávamos sendo esperados pela minha querida Gastfamilie!

Saarbrücken – o lado mais francês da Alemanha

Do outro lado da fronteira acontece mais ou menos a mesma coisa: Saarland, o menor estado da Alemanha, tem muito do charme francês – o idioma, por sinal, é amplamente disseminado nas escolas locais. A capital Saarbrücken é moderna e descontraída, mas têm igrejas e a velha prefeitura em estilo gótico, além de outros pontos de interesse turístico como a praça St. Johanner Markt, com seus restaurantes e barzinhos descolados; a Ludwigskirche, o teatro municipal, parques e jardins – destaque para o Schlossgarten, ou jardim do castelo, em bom português.

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Uma parte do lindo Schlossgarten
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St. Johanner Markt

O comércio local também não faz feio! Além de lojas de fast fashion, tem outras menos conhecidas principalmente para comprar casacos e blusinhas (Vero Moda, Espirit, Pinkie). Para perfumes e cosméticos em geral tem a Douglas (um pouco cara em minha opinião), e a incrível Galeria Kaufhof! A enorme loja tem desde cosméticos e perfumes (vários com preço promocional, ueba!) a acessórios, artigos de viagem, roupas, alimentos e bebidas. Eu e o príncipe, claro, piramos nas compras…também tem a Europa Gallerie, pertinho da estação de trem.

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Em Blieskastel

Luxemburgo – um luxo na Europa!

Fomos agraciados pela minha fofa família alemã a ficar rodando de carro próprio durante os seis dias que permanecemos com eles (danke!!!) à bordo de um smart coupé. No país de Luxemburgo visitamos três lugares distintos: Remich, Boursheid e claro, a capital Luxemburgo.

Tomamos bastante chuva em Remich e não conseguimos aproveitar muito o dia por lá. Mas vale dizer que, como paraíso fiscal, as coisas são bem baratas e eu arrematei uma garrafa de Veuve Clicquot por 35 euros! #esperta

O Chateau de Bourscheid é super interessante e fica cravado a 150 metros de altura em relação ao rio Sûre. São ruínas de um castelo construído no ano 1.000. Até chegar lá, passamos por paisagens de tirar o fôlego…

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Foto: www.visitluxembourg.com

Já Luxemburgo é uma cidade vibrante e com muita área verde, muito bem cuidada; as pessoas são educadíssimas, embora te olhem com a mesma cara que fazemos quando olhamos algum “gringo” rs Amei voltar aqui!

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Paris – hora de ir embora da Europa! (mas já!?)

Por fim, ficamos alguns dias em Paris antes de voltar para o Brasil (dessas vez as passagens estavam com preço melhor pela Deutsche Bahn – tem que pesquisar nos dois sites antes de comprar!). Como foi a primeira vez do príncipe na capital francesa (e a minha terceira, será que sou viciada?), fizemos algumas coisas bem de turistão mesmo. Tipo isso aqui:

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O básico de Paris: Visita à Torre Eiffel, subindo nela inclusive (dá pra chegar via Champ de Mars ou Trocadéro), imediações do Louvre (só vale à pena entrar com tempo disponível para uma visita decente), Arco do Triunfo e Av. Champs Elysées (comemos no descoladíssimo Publicis Drugstore), Catedral de Notre Dame. Montmartre. Amo, amo e amo esse bairro, que seria uma espécie de Rio Vermelho aqui de Salvador.

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Meca dos prazeres pagos, Montmartre é um bairro boêmio, com barzinhos lotados de parisienses fumantes; a lindíssima basílica do Sacre-Coeur da foto acima; ruas e ladeiras lindinhas, imigrantes de tudo que é canto. A sede do cabaré Moulin Rouge. Uma Paris de dentro e de fora dos cartões postais também. Montamos base por lá e ficamos servidos pelas linhas de metrô Anvers e Chateau Rouge.

De diferente, dessa vez aproveitei para conhecer (finalmente!) os museus D’Orsay e Rodin (combo de ingressos mais barato a 14 euros), o Musée de l’Armée, flanar um pouco pelo St. Germain. Jantamos um dia no Bateaux Mouches (ficou 80 euros por cabeça, reservado no hotel e pago no embarque). Na área da Opéra, perdição: lojas da Lindtt, Nespresso; Sephora (caí pra dentro!); Galerias Lafayette (onde me abasteci de MAC) e a poderosa loja de vinhos Lavinia (meu noivo quase enfarta, claro). Normalmente fazemos tudo de metrô, mas ficamos com tantos bagulhos para carregar que acabamos pegando um táxi.

Que fique claro: Paris não é a meca das compras da Europa, mesmo porque é uma cidade cara de tudo; mas a gente estava mais tranquilinho, final de viagem e sobrou dinheiro…voltar com dinheiro de viagem dá azar, gasto tudo! #provérbiochinês ; )

Últimas das últimas dicas: transfer a 30 euros/pessoa aero-hotel-aero, podendo ser reservado no próprio aeroporto (não lembro o nome, mas tem um balcão bem grande no desembarque de Orly). Mais barato que táxi e mais confortável que metrô, ainda mais considerando o peso da mala…

E, por fim, um tesouro escondido em Montmartre e também recomendado pelo guia Michelin: o restaurante La Rallonge. Minúsculo (nem vá sem reserva), sem turistas e com uma chef que faz tudo na sua frente, esse é um barzinho com comidinhas monstruosamente boas e ótima carta de vinhos; saímos de lá mais pobres e felizes, muito felizes…

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Morri e fui para o céu só de olhar essas fotos…ai que saudade!

Acho muito mais válido esse tipo de viagem do que aqueles esquemas de 15 capitais da Europa em 15 dias…

Se você quiser saber um pouquinho mais (suspeito que não), joga um comentário pra mim!Bjk

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